Amei. E amei muito.
No passado.
Amei porque o amor me envolveu
(Derrubou-me, na verdade…)
Mostrou-me que havia algo mais possível,
Crível, sensível,
Nesse mundo que se divide em dois:
Derrotados e perdedores.
Mas veio a desilusão.
Veio a morte dos sonhos, o fim de tudo o que era
E não foi mais.
E eu?
Continuei amando.
Porque, afinal, também no amor se perde.
Continuei amando porque o amor é forte
E não se deixa derrubar tão fácil
Têm fôlego e se revigora
Renova-se como a alternância das estações.
Mas veio a solidão
Veio a morte dos ideais, o caos no pensamento
Que não era capaz de compreender nada
E eu?
Continuei amando.
Porque, afinal, também no amor se aprende.
Continuei amando porque o sol nasce,
O pássaro canta, a estrela brilha,
A criança ri, o riacho caminha
E se torna um grande rio.
Mas veio o mundo, e tentou me confundir
Tapou meus olhos, para que não entendesse
Meus lábios, para que não me envolvesse
Meu coração, para que não ouvisse.
E eu?
Continuei amando.
Continuei amando.
Como nunca.
Mas nem eu mesmo sei mais por quê.
Cláudio de Lima
janeiro de 2010
Muito linda, como sempre!
Realmente, acreditar no amor é uma coisa muito dificil nos dias de hoje. O mundo parece nos provar que as relações humanas e os sentimentos estão desgastados e banalizados, correm na velocidade da internet. Mas, assim como você diz no poema, eu continuo amando e acreditando nesse sentimento tão puro, mesmo que a desilusão, a solidão e as pessoas tentem me convencer do contrário. Como você mesmo disse:
“Continuei amando porque o amor é forte
E não se deixa derrubar tão fácil
Têm fôlego e se revigora
Renova-se como a alternância das estações.”
Parabéns pelo poema!
Um forte abraço!
Leandro:
Adorei encontrar dois textos novos aqui! Só pra variar, ambos são muito bons! Espero que a frequência de postagens esse ano seja maior que a do passado.
Com carinho e admiração,
Fê
Textos quinzenais, dona Fê; é a limonada possível com os limões de que disponho, hehehe…
HEHEHEHEHE, esses limões já me satisfazem! ;D Mas ano passado não foram quinzenais! =(
Abraços.
Lindo! É tudo o que tenho para dizer. Porque, enfim, não vale a pena escrever aqui sobre o amor se isso não se revelar como, sei lá, literatura. Já fez isso majestosamente com isso aí.
Caro senhor,
Juro que tentava economizar nas linhas aqui. Mas, poxa vida, não consigo mesmo! É que, como há muito não te vejo, tenho muito o que falar. Escrever.
Só que sempre coloco aqui mais abobrinhas que palavras que valham a pena. Desculpe.
Um abraço de urso,
Lala.
ps.: uhn, e se, por algum acaso, aparecer um limão com mais suco?
Leandro,
gostei da poesia. Legal sobre o amor é o quanto se fala dele, de modos muito distintos. Existem os românticos e , por outro lado, os mais práticos por assim dizer. Dá até pra falar sobre vantagens evolutivas! E, no fim, a maioria de nós (melhor não dizer todos) sempre o procura.
E veja só, há outra Fernanda por aqui. Não vá confundir! Com esse sobrenome sou eu, a namorada do Cacambo =]
Espero que esteja aproveitando algum tempo livre.
Beijos, Fê
Ah, o amor… Tema mais que universal e tão incompreendido!
Sempre muito bom encontrar novas formas de escrever/ler sobre ele…
Achei inspirador!
Te desejo AMOR e PERSEVERANÇA em 2011: AMOR como objetivo e perseverança para que você nunca desista de encontrá-lo!
Grande abraço, Leandro…
Tá
Leandro,
Amo o jeito com que você aborda esse sentimento tão paradoxal que é o amor: quanto mais ele nos derruba com mágoas e desilusões, mais queremos amar e sentir que somos algo de especial para alguém. Como diz um dos meus filmes preferidos, Molin Rouge, “The greatest thing you’ll ever learn is just to Love and be loved in return.” (:
No entaanto, o fato de termos nos esbarrado na rua hoje realmente me alegrou e me deu a coragem que faltava para comentar aqui e dividir um pouquinho do que eu sei sobre amor com esse blog. ( hahaha )
Belíssima poesia! Não só essa como muitas outras presentes aqui nesse blog.
Passei muitas tardes dessas últimas férias aqui, no Grancaruso, só conhecendo um pouquinho mais esse professor de história que marcou tanto a minha vida e seus heterônimos… Porém acho que nunca postei um comentário, com exceção, é claro, daquele no fim do ano… Não sei se foi por falta de inspiração diante de textos tão ricos e inteligentes ou simplesmente por uma certa vergonha de postar, depois daquele único comentário…
Espero que você continue postando nessa obra de arte, digna de museu, e que nos encontremos mais vezes e por mais tempo nos corredores ou nos arredores do colégio para conversar ou só matar a saudade…
Beijos e abraços da
Dona Onça (:
Oi professor,
Bom,eu realmente acho que esse blog deveria ser mais divulgado.Quantos amantes da literatura- e até mesmo aqueles que não são muito chegados- estamos poupando não é mesmo?hahaha
Na minha opinião,seria muito pertinente você escrever o endereço do site nas suas ( muito bem feitas,devo dizer) lousas…mas como eu bem sei,pelo pouco que te conheço, você é muito “tímido”,ou modesto para isso.
Enfim,tomei a liberdade de divulgar(um pouquinho)o seu blog em uma ou duas redes socias.Nada muito extravagante,porque eu passei a me sentir egoísta de não fazê-lo…bem,agora minha consciência está tranquila (:
Acho muito,muito triste mesmo os escritores não terem a valorização que merecem no Brasil,devido ao quase completo desinteresse da população /:,porque,antes de professor,você nasceu para escrever!(não me leve a mal,eu gostava muito das suas aulas:D e espero que nesse ano você faça algumas palestras para o terceiro ano!)
Parabéns Leandro!
Espero te ver no sptv no final do ano! haha
Fala Leandro, ótimo poema. Como sempre.
Elogios de lado gostaria de saber quando deixará de lado um pouco do seu lado poético e voltará para as estórias??
aguardando…
Precisa de porquês?
LEANDRO,
VOCÊ ESTÁ ATRASADO POXA.
haha
mas de verdade,faz um tempinho desde o último post hein?!
sei que você deve ter 1001 coisas para fazer,mas não nos mate de ansiedade.
Leandro,
me apaixonei de verdade por esse texto.Lembrou-me de um que escrevi uns anos atrás exatamente sobre isso-mas obviamente sem toda essa poesia, esse lirismo e ainda mais pelas ‘mãos’ de um heterônimo hehehe.
É bom ler coisas assim vindas de você. Mostram que, por mais complicada que a vida seja e apesar de todas as desilusões, o Amor ainda é o sentimento mais sublime e a Esperança reina solitária-mas continua latente.
Espero que os ‘textos quinzenais’ voltem a sê-lo e que ainda mais limões existam, resultando em limonadas de uma qualidade ainda mais superior (sempre podemos nos superar, não é? E isso é o mais belo de tudo).
Nesse misto de sentimentos nostálgicos e conflitantes do momento que estou passando, sinto-me honrada por mais uma vez poder aprender com você, suas palavras e suas ”bobeiras”(como vc disse uma vez) virtuais ^^
Resgate mais textos da máquina de escrever! (:
Aguardando mais palavras,
Jú.